6º FESTIVAL RECIFENSE DE LITERATURA - Dia 29/08/08

 

6º FESTIVAL RECIFENSE DE LITERATURA

 

 

Vai um pouquinho do aconteceu nesses três que passei no Recife.

 

 

Dia 29/08/08

 

 

O primeiro painel que assisti foi A Ficção Contemporânea em Pernambuco, com Adrienne Myrtes, Marcelino Freire e Cristhiano Aguiar.

 

Cristhiano é um dos editores da Revista Crispim, rodada pela Editora Universitária da UFPE. Descobri a revista recentemente e pareceu-me excelente. Comprei a versão impressa, para conferir melhor.

 

 

Marcelino Freire, Cristhiano Aguiar e Adrienne Myrtes

 

 

Marcelino, que ganhou o Prêmio Jabuti, na categoria conto, em 2006, lançou o novo livro Rasif, mar que arrebenta, publicado pela Record. Ele autografou o livro junto com Manu Maltez, que fez as gravuras.

 

Não o via desde que ele saiu do Recife. Talvez até um pouco antes disso.

 

A conquista do prêmio mais tradicional e importante do país, em termos de reconhecimento da crítica, é motivo de satisfação para todos nós, mas o que me deixa com alegria ainda maior é o fato de ele estar produzindo literatura de qualidade e fazendo o que acredita, com coerência e paixão. Não deixo de sentir regozijo, também, por Pernambuco.

 

Encontrei o casal Lúcia e Auríbio Farias. Auríbio foi meu companheiro de universidade e de copo.

 

Ele abriu a homenagem pelos sessenta anos de Raimundo Carrero, que aconteceu em seguida, em uma mesa composta por Marcelino e Marcelo Pereira.

 

Auríbio percorreu a trajetória literária do homenageado que totaliza quinze livros e destacou os temas recorrentes de sua obra.

 

Marcelo falou sobre o Carrero escritor e ser humano, a partir de uma ótica mais intimista e pessoal.

 

Marcelino destacou sua vivência como participante da primeira oficina literária organizada por Carrero e que a paixão visceral que o homenageado demonstrava pela escrita confirmou seu desejo de insistir na literatura.

 

Ao final, Carrero disse que cultiva sempre a exigência de si mesmo, procurando desafiar-se constantemente como escritor. Declarou que sua missão é compreender, revelar a alma humana e, mesmo sabendo que não vai conseguir isso, vai passar a vida tentando.

 

Foi uma celebração informal, emocionante e extremamente divertida.

 

Da esquerda para a direita: Raimundo Carrero, Marcelo Pereira e Auríbio Farias

 

Por lá, vi também os escritores Marcus Accioly e Inah Lins.

 

Depois, fomos colocar a conversa em dia em um bar da Rua da Moeda, próximo ao palco da Recitata, o concurso de declamação que acontece dentro do festival.

 

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Eu havia chegado à Livraria Cultura por volta das 16 horas.

 

Havia terminado a palestra de Saulo Neiva, que tratou do épico na poesia do século 20.

 

Conheço Saulo há mais de vinte e cinco anos.

 

Ele saiu do Recife por volta de 1990, dirigindo-se, primeiramente, a São Paulo e, depois, à França, onde fez doutorado na Sorbonne. Atualmente, é professor da Universidade Blaise Cendrars.

 

Deu tempo de conversamos um pouco e trocarmos endereço, para um contato posterior.

 

Fotos: Marcilio Medeiros