Vida Literária por Marcilio Medeiros


MALDITO

reprodução

O Modelo Vermelho (1935), de René Magritte

 

     MALDITO

            

            I

 

nenhuma perversão

só a perdição do espaço

 

de aço o sexo

hoje apodrece o tempo

 

no açougue

ficou a carne branca

 

não há lança

que rompa os dias

 

               Marcilio Medeiros

 

 



Categoria: Fala, poesia!
Escrito por marciliomedeiros às 20h20
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CORREIO DAS ARTES Nº 52

Saiu a edição nº 52 do Correio das Artes.

 

Têm poemas meus lá.

 

divulgação

João Pessoa 

 

Cem anos do Bruxo de Cosme Velho

 

A edição do Correio das Artes de setembro traz matéria sobre o centenário de morte de Machado de Assis, que ocorre neste mês. Texto narra a trajetória literária do autor de Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas e cita as principais obras do autor.

 

Na edição, João Batista de Brito comenta o filme Dom e Moema Selma D´Andrea faz analogias entre Machado de Assis e Dalton Trevisan.

 

Há também poemas de Machado de Assis, que vai acompanhado dos poetas Marcos Tavares e Marcilio Medeiros.

 

Leia ainda na edição:

 

Amador Ribeiro Neto discorre sobre a fala mansa da poesia;

Ildásio Tavares analisa romance de Miguel Carneiro;

Reny Barroso diz que até na literatura o amor está em crise;

Manoel Monteiro fala sobre o advento do novo cordel;

Félix Maranganha enfatiza importância de Augusto dos Anjos;

José Mário da Silva no reino das imaginações de Ledo Ivo;

Ronaldo Cagiano comenta livro de Ivan Hegenberg;

Rinaldo de Fernandes, em sua coluna, comenta obra de Pedro Salgueiro;

 

E mais:

 

Na seção Estou Lendo, as sugestões da jornalista Claudia Carvalho;

E-mails e cartas dos leitores.

 

Veja na versão impressa ou pelo blog do Correio das Artes: http://cd-artes.blog.uol.com.br



Escrito por marciliomedeiros às 22h40
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CORREIOS DAS ARTES E LINALDO GUEDES

O Correio das Artes é o suplemento literário mais antigo em circulação no Brasil. Circula encartado, mensalmente, aos finais de semana, no Jornal A União, em João Pessoa, Paraíba, em formato revista.

 

Fundado por Édson Régis em 27 de março de 1949, é editado por Linaldo Guedes, reportagens de Calina Bispo e Patrícia Braz, tem como colunistas João Batista de Brito, Amador Ribeiro Neto, Hildeberto Barbosa Filho, Astier Basílio e Rinaldo de Fernandes, editoria de Artes de Cícero Félix, diagramação de Roberto Amorim e está aberto a colaborações de qualquer parte do país.

 

Correspondências e contatos com a editoria do suplemento: Joaquim Nonato de Aquino, 212, Jardim Planalto, João Pessoa/PB, CEP 58088-095 ou pelos e-mails: linaldoguedes@uol.com.br e linaldoaquino@ig.com.br

 

Quem não puder ter acesso a versão impressa, confira o conteúdo no Blog do Correio das Artes: http://cd-artes.blog.uol.com.br

 

Veja também o blog do editor do suplemento: http://linaldoguedes.blog.uol.com.br



Escrito por marciliomedeiros às 22h18
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SERESTA DE OLINDA FAZ 11 ANOS

Saulo Jr.

 

 Gente na rua na Seresta de Olinda

 

 

Seresta de Olinda faz 11 anos

 

Amanhã, a tradicional Seresta de Olinda, que acontece quinzenalmente, completa 11 anos.

 

A comemoração contará com o grupo artístico percussivo Conxitas, o chorinho dos Seresteiros de Olinda e o compositor Getúlio Cavalcanti

 

A concentração será às 21 horas, em frente à Igreja de São Pedro, em Olinda.

 

 



Escrito por marciliomedeiros às 23h29
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NOTÍCIAS SELECIONADAS

 

FliPorto celebra presença africana no Brasil

 

Comemorando a sua quarta edição e buscando integrar Brasil e África, principalmente os países de língua portuguesa, a FliPorto - Festa Literária de Porto de Galinhas - tem como tema este ano Trilhas da diáspora: Literatura em África e América Latina. A programação celebra autores como a queniana Nobel da Paz Wangari Maathai e o nigeriano Nobel da Literatura Wole Soyinka, além de escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe. A festa, que ocorre no período de 6 a 9 de novembro, terá cobertura ao vivo pela internet e na página do evento no Youtube.

 

Línguas nativas da Angola correm risco de desaparecer

 

Com a crescente evolução da língua portuguesa em Angola, as línguas tradicionais do país como o quimbundo e o umbundo correm riscos de extinção. De acordo com o escritor angolano José Eduardo Agualusa, em matéria da Agência Lusa, medidas como a declaração destas línguas como oficiais são necessárias para mantê-las vivas no país, estruturando-as como ocorreu com o catalão na Espanha.

 

Projeto cria universidade que integra países de Língua Portuguesa

 

A Câmara dos Deputados analisa a possibilidade de criar a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira na cidade de Redenção, no Ceará. Os cursos da Unilab seriam ministrados preferencialmente em áreas de interesse mútuo do Brasil e dos demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O projeto, estimado em R$ 189 milhões, prevê a criação de 358 cargos efetivos a serem preenchidos por concurso público. A proposta está em análise conclusiva na Câmara.

 

Extraído de: Boletim PNLL nº 121



Escrito por marciliomedeiros às 16h14
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GRACILIANO RAMOS

livrariaselivreiros.blogspot.com

Graciliano Ramos (1892 – 1953)
 
"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

Graciliano Ramos em entrevista concedida em 1948

Site oficial do escritor
Biografia do autor
Trecho da adaptação de Vidas Secas para o cinema, por Nelson Pereira dos Santos    
Trecho de Memórias do Cárcere, filmado por Nelson Pereira dos Santos
Documentário sobre a vida do autor produzido pela TV Escola parte 1 / parte 2 / parte 3  
Trecho do livro Angústia   
Página do escritor Ricardo Ramos, filho de Graciliano  
Crônica do autor no site Alô Escola, da TV Cultura
Análise de Vidas Secas



Escrito por marciliomedeiros às 14h52
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FÁTIMA FERREIRA

divulgação

Filme O Andarilho, direção de Cao Guimarães

 

 

Para louvar o reencontro com a Poeta Fátima Ferreira - um reencontro nas palavras - deixo a seguir um poema dessa companheira de velhas, mas sempre necessárias lutas.

 

 

SOBREVIVENTE

 

                      Fátima Ferreira

 

Seguirei o amor tonta,

dissecada nas vitrines dessa humanidade

que atropela o peito

e verte crianças na prostituição do dia

 

Seguirei o amor

lunática

arrepiada dos sentimentos todos

com o coração boquiaberto

 

Seguirei o amor

tomando uma chávena de solidão

no guincho da metrópole

com luzes néon anavalhando meu rosto...

 

Seguirei o amor

último sobrevivente no cais vazio

filho único de uma fada feia

na gaveta dos poemas guardados...

Na fome pressentindo o ruído dos cafés

No hálito fresco de um parque chuvoso

 

Seguirei o amor

Com apendicite num pavilhão de indigentes

Na arena do touro morto

No sonho jamais sonhado

Na verdade da estrela que morreu

Na conversa dos anjos

Torturada na dobradura do ser

No fim do mundo

seguirei o amor.

 



Escrito por marciliomedeiros às 23h23
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O POETA POBRE

wikimedia commons

 

 

O Poeta Pobre (1839), de Carl Spitzweg

Neue Pinakothek, München



Escrito por marciliomedeiros às 14h33
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Caixa Postal 642

CAIXA POSTAL 642

 

Cida Pedrosa, no dia 30 de agosto, durante o 6º Festival Recifense de Literatura, relembrou um pedaço pitoresco e saboroso da história de nossas vidas.

 

Quando não tínhamos à disposição as facilidades que a Internet propicia, a forma que dispúnhamos para nos interconectar com o mundo era a caixa postal que alugávamos nos Correios.

 

A do Jornal Vaga-lume, que editei entre 1982-83, era a de número 642. Foi através dela que troquei figurinhas com muitos escritores do Nordeste e Sudeste, que conheci os poetas udigrudi, que fiz amigos, que recebi jornais e plaquetes.

 

Nesse esquema, mantive contatos, por exemplo, com poetas como Marcelo Dolabela. Um amigo, Alan, enviou o Vaga-lume para a estação de rádio do sistema de comunicação alemã Deutsche Welle, que transmitia um programa em português. Possivelmente por isso, recebemos carta de lugares como Cabo Verde.

 

Pipol, do Portal Cronópios, reconheceu-se também na história, lembrando de sacos de correspondência outrora guardados.

 



Categoria: Vida Literária
Escrito por marciliomedeiros às 13h31
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